Jericoacoara

Exposição conta história dos maracatus no Ceará

A história de uma das expressões culturais mais marcantes da cultura cearense e do carnaval fortalezense será contada na exposição “Maracatus no Ceará: Festa, Ritual e Memória”. A mostra está aberta ao público a partir das 17 horas desta sexta-feira (7) no Estoril, na Praia de Iracema, e marca o início das homenagens ao maracatu cearense no Ciclo Carnavalesco Fortaleza 2014.

Com visitação até 10 de março, a exposição permite ao visitante fazer o percurso histórico do maracatu no Brasil e as variações vistas no Ceará. A mostra traz reminiscências dos brincantes dos maracatus já extintos como Leão Coroado, Az de Espada e Estrela Brilhante. Os 13 maracatus em atividade em Fortaleza e que desfilarão durante o Carnaval também são representados.

Exposição conta história dos maracatus no Ceará

As baianas, uma das alas da dança popular

Um acervo raro  de fotos, fantasias, vídeos, adereços estará à disposição dos visitantes. Entre esse material, gravações realizadas com Raimundo Alves Feitosa em 1943, o único registro sonoro das loas de maracatu antigo. Há também gravações de Mestre Juca e de Afrânio Rangel. Este, aos 80 anos de idade, guarda o título de rainha de maracatu mais antiga do Ceará embora não desfile mais e foi responsável pela confecção de figurinos de diversos maracatus cearenses.

No maracatu, os participantes caracterizam um cortejo africano. A personagem principal é a rainha e, pela tradição, é feito por homens por causa do peso da roupa que leva uma roda de ferro na saia e um esplendor de plumas. Pelo desfile, passam  índios, negros, príncipes, princesas, reis, escravos, corte, rainhas, bateria e algumas alas que mudam de acordo com o tema do desfile. Uma das principais marcas do maracatu cearense é a pintura na pele para caracterizar o negro.

Entre os colaboradores da exposição estão Calé Alencar, Pingo de Fortaleza, Descartes Gadelha, Oswald Barroso e Silas de Paula que junto com a fotógrafa Iana Soares participam com uma fotografia da exposição “A face desnuda do maracatu, ou uma declaração de amor ao Zé Rainha”, de 2011.

A exposição tem a curadoria e pesquisa da pesquisadora e doutora em Sociologia, Danielle Maia Cruz, autora do livro “Maracatus no Ceará: sentidos e significados”, editado pela Universidade Federal do Ceará. Com curadoria e produção da jornalista Isabel Andrade e projeto expográfico de Rodrigo Costa Lima. A mostra também conta com acervo pertencente instituições que preservam a história da Maracatu.

Serviço

Exposição “Maracatus no Ceará: Festa, Ritual e Memória”

  • Abertura: 5 de fevereiro (sexta-feira)
  • Horário: 17 horas
  • Local: Estoril – Rua dos Tabajaras, 397, Praia de Iracema
  • Visitação: até 10 de março;  acesso gratuito
  • Horário da visitação: terça a domingo, das 16h às 21h
  • Informações: (85) 3105.1386

Fonte: Rádio CBN

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